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O tempo não para

17 abr
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Foto: Graziela Fornazeri

No último sábado dia 13 fui convidada pelas minhas amigas a ir a um show de comemoração aos 158 anos de Botucatu. Já virou tradição, há anos o largo da Catedral e a Avenida Dom Lúcio, principais vias públicas de acesso, são fechadas para apresentação de artistas contratados pela Prefeitura. Este ano, porém, foi especial, por que a banda Distanásia de um colega de escola ia tocar e as meninas e eu, que nunca havíamos assistido a um show deles, ficamos entusiasmadas para vê-los. Durante a apresentação a banda tocou clássicos de Deep Purple, John Bon Jovi e Cazuza, a música escolhida do “eterno burguês que queria mudar o mundo” foi O Tempo Não Para. Cazuza era um jovem poeta com boa escolaridade, carioca de classe média. Experimentou a vida de forma intensa, suas letras falam sobre questões sociais, política e amor, elas marcaram a geração da época e ainda impactam os jovens do século XXI. Sua melodia é muito marcante possui uma força que mexe com a vontade de mudar o mundo de muitos garotos ainda hoje. A letra de O Tempo Não Para foi composta no início dos anos 80 e fala sobre um jovem recém saído de vários anos de repressão do regime militar, que queria mudar o mundo, mas começou a prestar atenção na realidade e percebeu quão problemática é a sociedade e política brasileira, entretanto, esse garoto ainda enxergava a vida com o típico otimismo da juventude e acreditava em um futuro diferente do presente em que vivia. O verso mais marcante da letra, no entanto, é atemporal: “Eu vejo o futuro repetir o passado/ Eu vejo um museu de grandes novidades”. Foi nisso que eu pensei hoje pela manhã, enquanto assistia o telejornal, o jornalista, noticiando sobre a guerra prestes a começar na Coréia do Norte, disse que o cenário parecia um retorno ao passado de nações com governos comunistas e nazi-fascistas. Assim eram as nações que entraram na Segunda Guerra Mundial, foram anos de muito terror, mas também de grande avanço na ciência e tecnologia. Os teóricos alemães da Teoria Crítica da Comunicação acreditavam que a educação reflexiva é primordial ao homem e sem uma consciência sólida de suas origens um povo pode ser facilmente alienado pelos meios de comunicação. Creio que o conhecimento sobre sua própria história é o que constrói a identidade de um povo. Sobre isso, penso que o que falta ao brasileiro que queira transformar o seu mundo é conhecer suas origens e a de seu país. Quem sabe assim possamos evoluir sem que seja necessário haver guerras para humanidade repensar seu papel no universo. Afinal, refletindo ainda sobre a letra do inesquecível Cazuza constato que nada é tão novo que não seja parcialmente conhecido nem tão velho que não possa ser descoberto.

Ká Sant’Ana

São Paulo de muitas paixões

25 jan

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Hoje minha cidade natal, São Paulo faz 459 anos. Que saudades dessa terra que eu amo. Toda notícia que leio presta homenagem a capital financeira do Brasil, nas redes sociais transbordam elogios daqueles que moram há anos em São Paulo ou estão longe como eu. Apesar de todos os transtornos cotidianos: muito trânsito; violência; agitação e, segundo o Censo de 2010 do IBGE, a cidade brasileira com o maior número de solitários…São Paulo é sem dúvida a “Capitú” de cada habitante, residente ou passageiro. Assim como a paixão de Dom Casmurro (Machado de Assis).

Sedutora por tudo que oferece: baladas para todos os gostos, diversos restaurantes com culinária mundial, eventos nacionais e internacionais a perder de vista. São Paulo é considerada capital cultural do Estado e, possui a Avenida Paulista, centro financeiro que atrai investidores de todo Brasil e do mundo. Terra onde se concentra diferentes culturas, povos de várias etnias habitam sem guerra entre si.

Porém, és traiçoeira: tem um alto índice de homicídios contra jovens rapazes de 15 a 29 anos (segundo o site NOSSA SÃO PAULO). A agitação profissional, os intermináveis engarrafamentos no trânsito, a poluição no ar, terra e rios não a desvalorizam, mas envolve cada vez mais todos que chegam para consumir e beber de suas fontes.

Uma cidade de muitas paixões, de desejos, realizações, que prospera o cidadão e também o mata, lentamente, sucumbido aos prazeres e riquezas. São Paulo tu és uma amante sem coração.

Ká Sant’Ana

“Aquele que crê em mim ouve a minha voz e segue-me”

22 dez

Jesus a luz do mundo

E em Jerusalém era a festa da dedicação e era inverno. E Jesus andava passeando no templo, no alpendre de Salomão. (Jo: 10.22-23)

Estava lendo essa passagem na Bíblia e resolvi pesquisar sobre a época do ano que é inverno em Jerusalém e o objetivo da festa da dedicação. Descobri que o inverno em Jerusalém é entre novembro e dezembro, e que nessa época os judeus celebram a festa da dedicação que tem fundamento histórico no livro de Macabeus I e II.
Corresponde a dois milagres realizados por Deus durante a guerra dos judeus contra Anthiocus IV imperador de Israel há mais de 2.000 anos, um homem cruel que impôs uma cultura e religião helênica sobrepondo-se a lei da Torá . Revoltado com essa imposição levantou-se um homem judeu chamado Judas Macabeu (Macabeu=martelo) com um exército, muito pequeno de camponeses, para defender a liberdade religiosa do seu povo. O primeiro milagre nessa história foi que os “Macabeus” ganharam a guerra e o direito de cultuar o seu Deus. Após a guerra os judeus foram ao templo sagrado e viram que o templo do Senhor havia sido profanado com todo tipo de imundícia e imediatamente começaram a limpar o templo, no meio da bagunça acharam uma pequena lamparina com apenas um pouquinho de azeite que serviria para iluminar o lugar por um dia. Para surpresa da galera, o pouco de azeite daquela lamparina durou oito dias, os dias que o povo levou para terminar de purificar o templo do Senhor. Em João 10.22-39 Jesus ao passear no templo durante essa festa, encontra-se com alguns judeus que o questionam se ele é mesmo o Messias, o Senhor então responde que para aqueles que crêem nele sim, deixa claro que quem crê nele é como ovelhas que ouvem sua voz e o segue, Jesus imediatamente reconhece suas ovelhas e por elas dá a vida eterna, livrando-as do sofrimento eterno e promete que nunca se separará, porque assim como ele somos do Pai Celestial por intermédio do filho e ninguém pode nos arrancar da mão do Pai.
“ Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós.
Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele”. (João 14.20-21)

Semana de jornalismo na UNESP em Bauru 18,19 e 20/10/2011 – Minha Experiência

22 out

Era o segundo dia de palestras na faculdade. Há umas duas semanas atrás já tinha feito minha inscrição por e-mail direto com o Jornal Jr. da UNESP, responsável pela organização e cobertura do evento. Graças a Deus nesse dia não amanheceu frio nem chovendo, fui tranqüila de carona com minha amiga Aline para aquela terra quente. Pelo facebook combinei com a Jéssica que nos encontraríamos na rodoviária as 15h30mins e de lá iríamos para o apartamento dela onde fiquei hospedada, tudo parecia perfeito, e lá estava eu em busca de conhecer mais sobre a profissão dos meus sonhos.

Estava tão contente que nem o fato de andar de ônibus com mala pesada numa mão e travesseiro na outra e ainda passear a pé pelo centro de Bauru poderia abalar meu entusiasmo, cheguei ao condomínio umas 17hs, deixei minhas coisas no quarto da Jé conversamos um pouquinho e depois nos arrumamos meio rápido para pegar o “busão” a caminho da primeira palestra da noite que iria começar as 18h30mins. Infelizmente não tivemos tempo de comer antes de ir pra faculdade e eu só estava com a comida do almoço no estômago, ingerida às 12hs daquele dia. Chegamos correndo na “facul” dei meu nome na mesa de inscrição, peguei crachá, folhetos, bloquinho de notas e paguei. Entrei na sala a minha frente sem nem saber que palestra seria. Eram centenas de estudantes de jornalismo naquele lugar dividindo o mesmo auditório e o mesmo interesse que eu pela profissão.

Sentei na fila do “gargarejo”, na lateral pertinho dos palestrantes. As 19h20mins todos estavam a postos para começar a ministração sobre jornalismo literário com Emerson e Anderson Couto, criadores do personagem Duda Rangel autor do blog desilusões perdidas e Sérgio Vilas Boas autor de vários livros de perfis biográficos.  Meu sentimento naquele momento era de felicidade e gratidão a Deus, Ele havia me colocado na palestra certa, pois sabe que eu amo escrever. Fui anotando freneticamente cada fala importante, cada dica, cada crítica. A palestra terminou as 22h30mins. E eu ainda estava com fome, fui com a Jéssica ao trailler do Tio Guerreiro traçar um big sanduíche com tudo que eu tinha direito por R$4,70.

Lá conheci os amigos da Jéssica do segundo ano de jornal, eles me receberam com simpatia e bom humor. A conversa era sobre assuntos variados e as polêmicas de artistas na mídia. Gostei tanto de conhecê-los era a primeira vez que me via conversando com uma galera que estuda jornalismo.

A meia noite quando entrei no quarto da Jéssica deitar e dormir era algo que não queríamos fazer, minha amiga ligou para um amigo e conseguimos uma carona para uma festa numa república, cujo o tema era “Nerds” ou Guik , lá encontrei uma galera meio tranqüila que não era de pegar no pé de calouros de faculdade quanto a bebidas, eles eram bonitos, nunca vi tanto louro por metro quadrado, entendi porque os jovens bebem tanto em festas assim, não havia nada pra fazer, a música era muito alta não se podia entender o que era cantado, nem conversar, dentro da casa havia muita gente por isso dançar era bem difícil e andar um desafio. Quem me conhece sabe, eu não bebo bebida alcoólica, consegui tomar refrigerante arranjado pela Jéssica que também não bebe, não sei se era a festa que estava chata ou era eu que estava aborrecida e com muito sono a 1h da manhã queria ir pro AP dormir, mas isso seria impossível porque a Jéssica não tinha coragem de pedir ao amigo que nos deu carona para nos levar em casa,  nosso amigo só quis sair da festa as 5hs da manhã. Chegamos ao AP eu despenquei na cama e acordamos 7hs para pegar o busão das 7h20mins chegamos a oficina de rotinas jornalísticas comandada pela jornalista Paula Veneroso, esta seria minha ultima palestra, foi maravilhosa! Resisti bem ao cansaço e sono, pude absorver o máximo necessário para compreender o quanto o trabalho de um jornalista de jornal impresso pode ser gratificante porém árduo e estressante, saí de lá com uma certeza: do fundo do meu coração quero ser jornalista, e peço a Deus para trabalhar com um editor gente boa que goste do meu trabalho e acredite no meu talento.

Ká Sant’Ana

Identidade

3 set

E aí meus caros, pacientes e queridos leitores! Ei você que de tanto esperar por um novo post neste blog já nem se lembra mais dele… É eu voltei, para falar sobre identidade.
Já reparou como é importante para a maioria das pessoas que você saiba quem você é? Deve ser por isso que todo mundo quando nasce recebe um nome, com amor a mãe ou o pai escolhe, aí a pessoa cresce e ganha um apelido entre família ou amigos, geralmente o apelido dado pelos amigos nunca é muito amigável, e sempre te lembra algo a seu respeito que você gostaria de esquecer. O tempo passa chega a hora de escolher uma profissão, você passa no vestibular, vira “Bixo”, na faculdade o Bixo precisa de um nome, é batizado com algum nome referente a sua própria cara, ou a cara do veterano, algo bem bizarro mesmo, tipo: tenho uma amiga que foi batizada com o nome da cadela de estimação do seu “padrinho veterano”. Algum tempo depois você se forma, na entrevista de emprego o empregador pergunta, na sua opinião quem é você?  Quem eu sou? Nessa hora surge um grilo e mais nada, de repente a resposta: Sou uma pessoa criativa, dinâmica, inteligente, etc…Sua esperança é ser aceito no trabalho porque como qualquer ser humano, que não pretende se empregar no mundo do crime, você precisa trabalhar. Eu acredito que é importante saber quem sou, mas quando souber o que isso vai mudar devo parar de aprender e descobrir coisas novas? Devo ter uma opinião sobre tudo, devo usar o mesmo estilo de roupa e sentar do mesmo lado do sofá da sala a vida toda? Espero que não, eu prefiro ser essa metamorfose ambulante sem uma boa e objetiva definição de identidade, porque nos relacionamos com muitos e por isso somos vários por onde passamos, de uma boa maneira, tentando melhorar. Quando alguém me pergunta quem sou  gosto de lembrar que me basta ser filha amada de Deus. E como já dei a entender: estou em obras.

Metamorfose humana

Karina Sant´Ana

Segue o vídeo do Raul pra vocês:

Você é religioso?

16 abr

Eu acredito numa fé assim,sem interesses, na qual posso ser eu mesma, e o amor prevalece.
Amor que vem de Jesus Cristo!

Por favor assista o vídeo! Você vai me entender.

Ká Sant´Ana

Dom e vocação

13 dez

Quem um dia, diante da pergunta: “O que você vai ser quando crescer?” Não pensou em ser um jogador de futebol, bailarina, atriz, astronauta? Eu já quis ser várias coisas.

Lembro-me que até os dez anos quis ser arqueóloga, pois eu acreditava que só assim poderia trabalhar como assistente do Indyana Jones. Cresci um pouco e na escola, era apaixonada por história, literatura, geografia, ciências sociais, entre outras matérias da área de humanas, quando chegou a época de prestar vestibular eu tinha vinte e dois anos e um sonho, ser jornalista!

Via-me trabalhando, escrevendo artigos em jornais ou revista, assinaria:

“KÁ SANT´ANA”!

Meu maior prazer era escrever redações, sempre tive facilidade, em exames como ENEM e vestibular conseguia boas notas por isso.

Penso que a escrita é minha melhor forma de expressão, o que não anula meu dom de comunicação. Sempre gostei de gente, talvez não da variante de temperamento, mas da capacidade de transmitir conhecimentos, refiro-me é claro, a cultura. Acho facinante a diversidade cultural que há entre nós, As vezes pensamos ir muito longe para observar isso, porém a convivência nos revela a diferença educacional, um traço da cultura e sub-cultura de cada um.

Quando prestei vestibular a primeira vez muitas dúvidas pairavam na minha cabeça, acreditava que este seria meu único caminho profissional, será que em mim não haveria outras habilidades, que me levassem a lugares mais altos e me dessem um boníssimo salário? Logo, para libertar-me das incertezas percorri uma trilha bem diferente, fui fazer faculdade de informática para gestão de negócios, três anos de curso,muitos desafios superados, muitas desilusões e algumas dependências me fizeram ter a certeza que esta não é minha praia.

Hoje abandonei o curso de informática para correr atrás do meu sonho: JORNALISMO, decidi enfrentar o que for preciso para realizar este sonho, já não importa se um dia ganharei bem, ou o suficiente para sobreviver, entendi que dinheiro nenhum compra nossa alto-estima, alto-confiança, e paz de espiríto, quando temos certeza que fazemos aquilo para o qual nascemos a vida fica mais leve, a fé em Deus inabalável. Creio que ganhando muito dinheiro ou não, Deus meu Senhor, vai me sustentar como sempre fez até aqui e dar-me todo o necessário para permanecer viva. O mais com saúde e fé eu corro atrás.

Karina Sant´Ana