O primeiro bimestre – Jornalismo imparcial

27 mar

Em ritmo acadêmico, eis que se aproximam as primeiras provas do semestre. Analisando mentalmente o conteúdo das aulas até agora, posso resumir esse bimestre em uma palavra: imparcialidade. Algo que senão é debatido em sala de aula, permanece implícito em cada ministração dos professores. Não, meus professores nem sempre são imparciais, mas sem dúvida sabem tanto que nos permitem discordar da clareza de suas opiniões, e ao término das aulas eu saio da universidade pensando em um Brasil novo, que tenho descoberto nesses meses, um país inacabado, sem estrutura e base sólida. Um lugar, dito outrora, “paraíso” que não conheceu revolução e sim golpes político econômicos partindo da minoria elitizada de intelectuais, cheia de ideias novas trazidas do “velho mundo”. No jornalismo é importantíssimo ser imparcial, ainda que a imparcialidade seja relativa, afinal, quando você faz escolhas renúncia a alguma coisa. Logo não está sendo imparcial. Percebo que o importante mesmo em comunicação social é ser crítico e saber ouvir, quem ouve, pensa, analisa e classifica o que entendeu, fala o que concluiu, ou escreve.

Sabe aquele velho conselho: você tem dois ouvidos e uma só boca, ouça mais e fale menos. Parece estranho tentar aplicar isso em jornalismo, já que as pessoas desse meio são conhecidas por falar muito. Porém, quem fala muito sem ter ouvido bem primeiro, não tem nada a dizer. Penso agora que a imparcialidade jornalística, que meus professores querem ensinar não se trata de ficar em cima do muro, mas sim de ouvir todos os lados de uma história, procurando se manter neutro, para quando precisar falar ou escrever, tudo tenha sido bem filtrado e haja nas palavras algum senso bom e, porque não, justo.

Ká sant’Ana

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2 Respostas to “O primeiro bimestre – Jornalismo imparcial”

  1. Sebastião Clementino da Silva 5 de abril de 2012 às 22:54 #

    Devemos nos lembrar constantemente da coisa mais importante do ser humano, saber ouvir, mas saber colocar as palavras certas para que não haja engano na interpretação. A palavra para quem sabe usar, significa uma verdadeira “arma”de transformação. Gostei de sua análise.

  2. Saulo Augusto Duarte 29 de dezembro de 2012 às 11:24 #

    O que define um jornalismo de verdade na sua opinião? A questão da imparcialidade e a questão de ouvir os dois lados. A Record e a Globo não parecem seguir essa regra. Utilizam apenas de sensacionalismo para tentar convencer as pessoas com argumentos falaciosos, isso é tudo.

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