Arquivo | outubro, 2011

Quem disse que o ENEM não dá samba?

24 out

Penúltimo sábado de outubro de 2011, uma primavera em clima de verão, aproximadamente uns 40 jovens na mesma sala para realizar a prova, dois fiscais sérios e compenetrados, que estavam aplicando a prova do Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM. E lá estava eu prestando a prova, me surpreendi com a mudança, há seis anos eu prestava ENEM pela primeira vez para tentar ingressar num curso de jornalismo, Os tempos eram outros, o ENEM estava engatinhando com apenas 63 questões com o mesmo nível antigo de decoreba do vestibular, e uma redação. Assim ele garantia uma força na nota oficial do vestibular e para se candidatar ao PROUNI precisava quase gabaritar a prova.

Observando hoje, as mudanças que o MEC realizou foram boas. Muitos jovens reclamam que a prova é cansativa, desumana pela quantidade de questões a ser respondidas em 4 horas e meia e ou 5 horas e meia, porém eles não conheceram o famigerado ENEM de um dia só que não perdoava seu estado emocional e te ferrava enquanto você estava em busca de um sonho. Agora o ENEM exige do candidato interpretação de texto e raciocínio lógico, você faz a prova em dois dias com 90 questões para resolver e uma redação de “bônus” no segundo dia, pelo menos tem a chance de dormir e fazer o resto da prova no dia seguinte para garantir o alto controle emocional, privilégio que não tínhamos antes. Talvez você não concorde mais o Exame Nacional do Ensino Médio tem seus méritos para gerar uma boa expectativa ao Ministério da Educação Brasileiro.

Este ano a expectativa do MEC é de receber 5.366.780 inscritos em todo país para a prova do ENEM que substitui o vestibular em 30 universidades federais do Brasil, segundo o site do Jornal da Tarde. http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/metade-tem-mais-de-21-anos-no-enem/. E aí será que agora dá “samba” ?

Ká Sant’Ana

Semana de jornalismo na UNESP em Bauru 18,19 e 20/10/2011 – Minha Experiência

22 out

Era o segundo dia de palestras na faculdade. Há umas duas semanas atrás já tinha feito minha inscrição por e-mail direto com o Jornal Jr. da UNESP, responsável pela organização e cobertura do evento. Graças a Deus nesse dia não amanheceu frio nem chovendo, fui tranqüila de carona com minha amiga Aline para aquela terra quente. Pelo facebook combinei com a Jéssica que nos encontraríamos na rodoviária as 15h30mins e de lá iríamos para o apartamento dela onde fiquei hospedada, tudo parecia perfeito, e lá estava eu em busca de conhecer mais sobre a profissão dos meus sonhos.

Estava tão contente que nem o fato de andar de ônibus com mala pesada numa mão e travesseiro na outra e ainda passear a pé pelo centro de Bauru poderia abalar meu entusiasmo, cheguei ao condomínio umas 17hs, deixei minhas coisas no quarto da Jé conversamos um pouquinho e depois nos arrumamos meio rápido para pegar o “busão” a caminho da primeira palestra da noite que iria começar as 18h30mins. Infelizmente não tivemos tempo de comer antes de ir pra faculdade e eu só estava com a comida do almoço no estômago, ingerida às 12hs daquele dia. Chegamos correndo na “facul” dei meu nome na mesa de inscrição, peguei crachá, folhetos, bloquinho de notas e paguei. Entrei na sala a minha frente sem nem saber que palestra seria. Eram centenas de estudantes de jornalismo naquele lugar dividindo o mesmo auditório e o mesmo interesse que eu pela profissão.

Sentei na fila do “gargarejo”, na lateral pertinho dos palestrantes. As 19h20mins todos estavam a postos para começar a ministração sobre jornalismo literário com Emerson e Anderson Couto, criadores do personagem Duda Rangel autor do blog desilusões perdidas e Sérgio Vilas Boas autor de vários livros de perfis biográficos.  Meu sentimento naquele momento era de felicidade e gratidão a Deus, Ele havia me colocado na palestra certa, pois sabe que eu amo escrever. Fui anotando freneticamente cada fala importante, cada dica, cada crítica. A palestra terminou as 22h30mins. E eu ainda estava com fome, fui com a Jéssica ao trailler do Tio Guerreiro traçar um big sanduíche com tudo que eu tinha direito por R$4,70.

Lá conheci os amigos da Jéssica do segundo ano de jornal, eles me receberam com simpatia e bom humor. A conversa era sobre assuntos variados e as polêmicas de artistas na mídia. Gostei tanto de conhecê-los era a primeira vez que me via conversando com uma galera que estuda jornalismo.

A meia noite quando entrei no quarto da Jéssica deitar e dormir era algo que não queríamos fazer, minha amiga ligou para um amigo e conseguimos uma carona para uma festa numa república, cujo o tema era “Nerds” ou Guik , lá encontrei uma galera meio tranqüila que não era de pegar no pé de calouros de faculdade quanto a bebidas, eles eram bonitos, nunca vi tanto louro por metro quadrado, entendi porque os jovens bebem tanto em festas assim, não havia nada pra fazer, a música era muito alta não se podia entender o que era cantado, nem conversar, dentro da casa havia muita gente por isso dançar era bem difícil e andar um desafio. Quem me conhece sabe, eu não bebo bebida alcoólica, consegui tomar refrigerante arranjado pela Jéssica que também não bebe, não sei se era a festa que estava chata ou era eu que estava aborrecida e com muito sono a 1h da manhã queria ir pro AP dormir, mas isso seria impossível porque a Jéssica não tinha coragem de pedir ao amigo que nos deu carona para nos levar em casa,  nosso amigo só quis sair da festa as 5hs da manhã. Chegamos ao AP eu despenquei na cama e acordamos 7hs para pegar o busão das 7h20mins chegamos a oficina de rotinas jornalísticas comandada pela jornalista Paula Veneroso, esta seria minha ultima palestra, foi maravilhosa! Resisti bem ao cansaço e sono, pude absorver o máximo necessário para compreender o quanto o trabalho de um jornalista de jornal impresso pode ser gratificante porém árduo e estressante, saí de lá com uma certeza: do fundo do meu coração quero ser jornalista, e peço a Deus para trabalhar com um editor gente boa que goste do meu trabalho e acredite no meu talento.

Ká Sant’Ana