Arquivo | julho, 2011

Falta romantismo feminino

15 jul

Era uma vez uma bela princesa que vivia em um lindo castelo, essa princesa era amada pelo seu pai, odiada pela madrasta, e tinha muitos amigos… Um belo dia ela conheceu um príncipe, gentil, cavalheiro, atencioso e guerreiro valente. Aí em um mundo real, uma garota real cresceu, conheceu um homem, o chamou de namorado eles passaram um tempo juntos e ela descobriu que homem não é príncipe nem é encantado. Assisti uma reportagem do jornal da globo, que foi ao ar nesta quinta-feira dia 14/07 e fiquei espantada, a maioria das mulheres não acredita mais em contos de fadas, e sim em preparação para a vida profissional e trabalho duro, elas não querem mais casar e ter filhos, mas esperam achar um homem que as amem e estejam dispostos a compartilhar a vida por certo período, tempo o suficiente para o amor ser eterno enquanto dure. O pensamento feminino mudou muito, é nítida a inversão de papéis. Elas estão mais racionais, frias e centradas na vida profissional e acadêmica. Eles querem mais sensibilidade, romantismo, atenção e amor. Suspeito que esse pensamento aplica-se à grandes cidades como São Paulo, onde as pessoas vivem para trabalhar, consumir e desfrutar da mordomia que o dinheiro trás. Creio que logo esse pensamento vai aplicar-se a toda população brasileira. No entanto vivo numa cidade do interior, ainda vejo muitas jovens mulheres sonhando com o príncipe encantado, terminando relacionamentos aqui e ali. Porque não teve atenção o suficiente do rapaz, ou porque ele não foi romântico como ela gostaria. Vejo nesse comportamento uma maneira severa de escolher o homem ideal, talvez não aquele que seja um príncipe, mas alguém que se pareça com o ator de novelas ou filmes, e se comporte do jeitinho que foi imaginado. Observo que por estas bandas os homens também buscam romantismo e sensibilidade, assim como os rapazes da reportagem. Eles buscam ser amados por ser quem são e como são. A maneira mais fria e racional de muitas mulheres se comportarem, há algum tempo é refletida na sociedade, crianças e jovens crescendo e se desenvolvendo sem limites, sem compaixão e amor ao próximo. Enxergam o ser humano como coisas que existem para ser usadas para alcançar o que se deseja. Homens que não sabem qual o seu papel na família, o aumento da violência e da intolerância social. Mulheres será que essa inversão de papéis vale à pena?

Ká Sant´ana

Universo feminino

11 jul

Foi-se o tempo em que o universo feminino era facilmente definido como um conjunto de coisas relacionadas a amenidades e futilidades atribuídas a vida de uma mulher. Nessa época não era comum a participação delas no mercado de trabalho, e toda a educação recebida pelos pais incentivava a menina a crescer tornando-se apenas a principal responsável pela casa, marido e filhos. Hoje o universo feminino é “uma galáxia” muito mais complexa, onde há mulheres preocupadas com a sociedade, carreira profissional, finanças, satisfação pessoal, relacionamento familiar, educação dos filhos e a convivência em amor e harmonia com o companheiro. Manter-se sempre bela e perfumada são características essenciais que evoluem com as mulheres. Não importa quanto o tempo passe, estar sempre bem informada sobre tudo o que acontece no Brasil e no mundo é imprescindível. Estar a par das novas tendências de beleza, saúde, bem-estar, comportamento, culinária, casa, casamento e amor é fundamental. Tudo isso e algo mais fazem parte do universo feminino. A cada semana um tema decorrente citado a cima será abordado para o público feminino de uma maneira alegre e descontraída. Vamos viajar juntas pelo papel da mulher na sociedade e como o universo feminino influencia o mundo daqueles que nos cercam.

Ká Sant´Ana

A falta de banheiros públicos em São Paulo

1 jul

Estava atualizando-me das notícias na internet, quando me deparei com a seguinte matéria: falta banheiros públicos em São Paulo. Fiquei preocupada, eu não vou com muita freqüência para lá, mas tenho família que mora nessa cidade e pensei com solidariedade no sofrimento deles.

Imagina só. São Paulo, uma megalópole gigante, onde seus moradores são obrigados a chegar ao trabalho bem cedo e voltarem para casa tarde da noite. Durante o dia, por algum infortúnio você não está no trabalho, nem em nenhum lugar com um banheiro por perto, e dá aquela vontade de “atender o chamado da natureza”. O que fazer?

Afinal em São Paulo praticamente não tem banheiro público, os únicos sanitários disponíveis na cidade toda, estão no terminal rodoviário da Barra Funda e no terminal do Tietê. Que, aliás, cobra do cidadão um real para usar o banheiro. Uma alternativa de solução para o paulistano é se lembrar da infância e voltar ao hábito de fazer cofrinho, depositar todo dia para emergências fisiológicas um real, nunca se esquecer de ao sair bem cedo, pegar algumas moedas, o que o garantirá por todo o dia, e torcer muito para quando der vontade de “tirar água do joelho” ou “passar um fax” está bem perto dos únicos terminais rodoviários com banheiro a disposição.

Como se não bastasse o sofrimento do trabalhador paulistano, sem lugar para “aliviar-se”. Existe um projeto na câmara dos vereadores que quer acabar com a cobrança para utilizar o sanitário nos terminais rodoviários. Os responsáveis pela cobrança alegam que cobram a fim de manter a higiene do local e investir em manutenção. Aí o projeto na câmara é aprovado e além de não ter mais banheiros à disposição do cidadão que chega e entra em São Paulo e também daqueles que já vivem lá, e estão só de passagem, ainda não terá banheiro limpo para usar!

Desse jeito a onde vamos parar? O político responsável pelo projeto de acabar com as cobranças de banheiros em terminais rodoviários, deveria sim investir esforços em projetos para colocar mais sanitários públicos na cidade, se é caro? Como alegam, façam parcerias com empresas privadas para investir em limpeza e manutenção. Deixando o contribuinte isento de quaisquer cobranças.

Na política brasileira, infelizmente, é hábito “tapar o sol com a peneira”. Do jeito que as coisas vão, não me espantaria entrar em vigor um projeto para arborização da cidade de São Paulo, com a vantagem do cidadão poder aproveitar os muitos arbustos que serão plantados como alternativa de sanitários espalhados na cidade.

No último carnaval fazer xixi na rua gerou a maior polêmica, as prefeituras de alguns municípios colocaram banheiros químicos espalhados pela cidade, mas não calcularam a quantidade certa para a multidão que tomavam as ruas. Com exemplos assim é que podemos ver como nossos “santos políticos”, vencedores em época de eleição, enxergam a nós, o povo brasileiro.

Banheiros públicos pelo mundo:

Ká Sant´Ana