Abaixo à ditadura!

3 fev

Os egípcios dizem não! 2011 será um ano de grandes mudanças para o Egito, ainda não podemos saber se boas ou não, após trinta anos de governo ditatorial a população decidiu dar um basta, sufocada e revoltada por tanto sofrimento em três décadas, em favorecimento de um só homem, o Presidente Mubarack.

Ao ler as notícias sobre os conflitos no Egito em um site de notícias, lembrei de filmes e as muitas histórias que sempre ouvi, assisti e estudei ao longo da minha vida sobre a ditadura militar no Brasil. Foram vinte anos de muita repressão e sofrimento. Os militares queriam e conseguiram obter o poder absoluto, nos tiraram a Carta Magna e com ela todos os nossos direitos e deveres, exceto é claro, o direito de permanecer calado, sobre seu pensamento quanto ao sistema político, e o dever de falar, e delatar um “irmão de luta”, se fosse pego.

O que é espantoso é a aparente ingenuidade do senhor Mubarack, que não pensou, talvez, que um povo oprimido não suporta muito tempo de sufoco. Falta de emprego, más condições de vida geram revolta e indignação.  E o mais óbvio de tudo, você pode até ser “O Cara”, mas não pode contra oitenta milhões de habitantes.

A revolução explodiu, eles agora querem liberdade, melhores condições de vida, querem um novo presidente que não lhes digam como viver, mas respeite a sua escolha de vida.
É Certo que a forma violenta que eles escolheram não foi a mais sábia das escolhas, muitos jovens brasileiros morreram entre as décadas de sessenta e setenta gritando “abaixo à ditadura!” Muros eram pichados, pessoas separavam-se de suas famílias para lutarem por esta causa, ver o Brasil livre da opressão militar. Chegam os anos 80, os militares devolvem a Constituição sob a condição de não serem punidos pelos atos cruéis de torturas e assassinatos praticados nos porões da ditadura, é decretado a lei da Anistia e a volta de cidadãos brasileiros exilados no exterior.

Sabe-se que atualmente no Egito muitas pessoas morreram por causa da revolução, monumentos históricos depredados e muitos estabelecimentos saqueados geram o saldo negativo de uma guerra em prol da liberdade.
Talvez fosse mais fácil conseguir a liberdade, se a sede de poder humana não fosse tão grande e insaciável.

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