Arquivo | dezembro, 2010

Dom e vocação

13 dez

Quem um dia, diante da pergunta: “O que você vai ser quando crescer?” Não pensou em ser um jogador de futebol, bailarina, atriz, astronauta? Eu já quis ser várias coisas.

Lembro-me que até os dez anos quis ser arqueóloga, pois eu acreditava que só assim poderia trabalhar como assistente do Indyana Jones. Cresci um pouco e na escola, era apaixonada por história, literatura, geografia, ciências sociais, entre outras matérias da área de humanas, quando chegou a época de prestar vestibular eu tinha vinte e dois anos e um sonho, ser jornalista!

Via-me trabalhando, escrevendo artigos em jornais ou revista, assinaria:

“KÁ SANT´ANA”!

Meu maior prazer era escrever redações, sempre tive facilidade, em exames como ENEM e vestibular conseguia boas notas por isso.

Penso que a escrita é minha melhor forma de expressão, o que não anula meu dom de comunicação. Sempre gostei de gente, talvez não da variante de temperamento, mas da capacidade de transmitir conhecimentos, refiro-me é claro, a cultura. Acho facinante a diversidade cultural que há entre nós, As vezes pensamos ir muito longe para observar isso, porém a convivência nos revela a diferença educacional, um traço da cultura e sub-cultura de cada um.

Quando prestei vestibular a primeira vez muitas dúvidas pairavam na minha cabeça, acreditava que este seria meu único caminho profissional, será que em mim não haveria outras habilidades, que me levassem a lugares mais altos e me dessem um boníssimo salário? Logo, para libertar-me das incertezas percorri uma trilha bem diferente, fui fazer faculdade de informática para gestão de negócios, três anos de curso,muitos desafios superados, muitas desilusões e algumas dependências me fizeram ter a certeza que esta não é minha praia.

Hoje abandonei o curso de informática para correr atrás do meu sonho: JORNALISMO, decidi enfrentar o que for preciso para realizar este sonho, já não importa se um dia ganharei bem, ou o suficiente para sobreviver, entendi que dinheiro nenhum compra nossa alto-estima, alto-confiança, e paz de espiríto, quando temos certeza que fazemos aquilo para o qual nascemos a vida fica mais leve, a fé em Deus inabalável. Creio que ganhando muito dinheiro ou não, Deus meu Senhor, vai me sustentar como sempre fez até aqui e dar-me todo o necessário para permanecer viva. O mais com saúde e fé eu corro atrás.

Karina Sant´Ana

Aos meus mestres com carinho

9 dez

Por volta de 1985 eu vivi o meu primeiro dia de aula, e lembro de minha mãe dizendo: “Filha respeite a professora como se fosse eu, professora é segunda mãe na vida da gente”. Segui seu conselho a risca por toda minha vida escolar, eu sempre vi os professores com a mesma admiração que tinha pela minha mãe, quando era criança, porque achava que não houvesse nada no mundo que ela não soubesse.

Hoje sou adulta, mas os professores ainda fazem parte da minha vida. Eles ainda me emocionam, me surpreendem, ensinam-me muitas coisas…Por tudo que vivi, aprendi que a velha frase faz todo sentido: “Professores nos preparam para a vida”.

Na escola nos ensinam o beabá, no ensino médio e cursinho

o que é preciso para prestar vestibular.

Na faculdade nos ensinam uma profissão, quando chega o trabalho, é só recordação.

Boas lembranças certamente ficarão, saudades é inevitável.

Sei que sou uma pessoa abençoada, meus professores acreditavam em mim, incentivavam-me a explorar meu potencial mesmo quando parecia que estavam exagerando, como me senti amada com essas atitudes, que eu nunca terei como agradecer.

Por isso na tentativa  de honrá-los e homenageá-los eu escrevi este texto.

Ao meus mestres com carinho.

Ao corpo docente de Informática para gestão de negócios

Faculdade de Tecnologia de Botucatu

Karina Sant´Ana

Afinal, o que nós mulheres queremos…

3 dez

Da série Afinal, o que querem as mulheres?

De vez em  quando tenho assistido nas noite de quinta – feira a série “Afinal, o que querem as mulheres?”

Confesso que quando ví a chamada pela primeira vez achei engraçado, pensei: que coisa de doido quem vai se meter a besta de tentar descobrir isso?

Com o tempo, soube que esta indagação que dá nome a série é uma pergunta do famoso psicanalista Sigmond Freud que viveu entre o fim do século dezenove até 1939 (aproximadamente).

Até hoje, em pleno século XXI esta pergunta causa polêmica, sobre tudo, em uma sociedade como a nossa, na qual nós mulheres nem sempre sabemos direito o que queremos, mas muitas concordam que buscamos amor, respeito, proteção, uma família sólida que ofereça a segurança necessária para uma criança se desenvolver com saúde e equilíbrio.

Sensibilidade, e quando o mundo estiver desmoronando em nossas cabeças, apenas alguém que ofereça um abraço, silêncio, paz… Acompanhada de um gostoso chocolate quente, ou uma caixa de bombons.

Creio que seja difícil para um homem entender o que querem as mulheres, enquanto este se trancar em seu próprio universo individualista e machista nunca chegará a uma resposta . No entanto, mesmo sendo o  oposto do citado a cima talvez jamais entenda, nem precisa de tanto esforço, no fundo mulher nenhuma quer ser entendida, nós só queremos ser amadas.

Já dizia o manual do fabricante (de todos nós): “Vós maridos, (namorados) amai vossas mulheres, como também Cristo amou a Igreja, e a si mesmo se entregou por ela. (Efésios 5: 25).

Compreenderam rapazes? Amem! Não precisa entender.

De um poeta para o outro

3 dez

Vivo a margem da sociedade, as pessoas não compreendem minha verdade.

Ser solteira na cultura atual significa estar pela metade.

Todos parecem dizer, conviver é uma arte,

mas, sem convívio só me resta a cruel individualidade.

Que saudade de um tempo que tudo era mais simples, não precisava entender muita coisa

só com a convivência conhecia a pessoa, o amor surgia.

Ame ao próximo como a ti mesmo o Filho do Homem disse,

como posso crer que de fato o amo, se entrego-me ao meu próprio universo?