Frio, chuva e má organização, esses foram os obstáculos do botucatuense para ver Nany People

27 maio

Fim da segunda sessão as 3h da manhã. Valeu a pena esperar!

Atriz demonstrou-se emocionada e agradeceu o carinho com duas sessões

 

A virada cultural Paulista 2014 em Botucatu teve, entre outras atrações, um show de Stand Up no Teatro Municipal Camilo Fernandez Denucci com a apresentação da atriz Nany People no sábado, 24.

O espetáculo TsuNany atraiu cerca de 800 pessoas, acabou surpreendendo os organizadores que às pressas acionou a Secretaria de Cultura para negociar uma segunda sessão. Em frente ao teatro estava presente a Guarda Civil Municipal (GCM), garantindo a segurança.

O show foi marcado para as 23h, no entanto começou com meia hora de atraso, pois o espetáculo de dança que antecedeu o stand up terminou sua apresentação um pouco mais tarde e a permissão para realizar a segunda sessão foi feita de última hora. Os ingressos foram distribuídos uma hora antes do espetáculo, a fila para pegar os bilhetes no teatro virou a esquina chegando ao fim da rua. Com o objetivo de evitar o tumulto foram organizadas duas filas, mesmo assim teve gente que tentou “furar” na entrada e foi repreendida por uma expectadora indignada com a falta de educação.

Em um dado momento, a organização do espetáculo comunicou ao público presente que aguardasse pacientemente, uma vez que a negociação para a segunda sessão havia sido concluída com êxito. Entre a primeira e a segunda apresentação, a espera em frente ao teatro foi de 4 horas. Algumas pessoas desistiram e a segunda sessão, marcada para a meia noite, começou exatamente à 1h20, sendo encerrada às 3 horas da manhã.

O show trouxe todo o dinamismo e sensibilidade da atriz, que com carisma e seu humor pra lá de desbocado cativou o público, a platéia manifestou o não arrependimento pelo sacrifício da espera, com aplausos e declarações de amor. Além do texto de stand up, Nany interagiu com a plateia, contou parte de sua história e transmitiu peculiar sabedoria.

A quantidade de pessoas impressionou a própria atriz que revelou ao público sua emoção com tanto carinho e dedicação: “Eu agradeço muito por vocês terem ficado lá fora na chuva e no frio esperando para entrar”. E, ainda, postou em sua rede social “Platéia inesquecível de Botucatu”.

Ká Sant’Ana

O tempo não para

17 abr
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Foto: Graziela Fornazeri

No último sábado dia 13 fui convidada pelas minhas amigas a ir a um show de comemoração aos 158 anos de Botucatu. Já virou tradição, há anos o largo da Catedral e a Avenida Dom Lúcio, principais vias públicas de acesso, são fechadas para apresentação de artistas contratados pela Prefeitura. Este ano, porém, foi especial, por que a banda Distanásia de um colega de escola ia tocar e as meninas e eu, que nunca havíamos assistido a um show deles, ficamos entusiasmadas para vê-los. Durante a apresentação a banda tocou clássicos de Deep Purple, John Bon Jovi e Cazuza, a música escolhida do “eterno burguês que queria mudar o mundo” foi O Tempo Não Para. Cazuza era um jovem poeta com boa escolaridade, carioca de classe média. Experimentou a vida de forma intensa, suas letras falam sobre questões sociais, política e amor, elas marcaram a geração da época e ainda impactam os jovens do século XXI. Sua melodia é muito marcante possui uma força que mexe com a vontade de mudar o mundo de muitos garotos ainda hoje. A letra de O Tempo Não Para foi composta no início dos anos 80 e fala sobre um jovem recém saído de vários anos de repressão do regime militar, que queria mudar o mundo, mas começou a prestar atenção na realidade e percebeu quão problemática é a sociedade e política brasileira, entretanto, esse garoto ainda enxergava a vida com o típico otimismo da juventude e acreditava em um futuro diferente do presente em que vivia. O verso mais marcante da letra, no entanto, é atemporal: “Eu vejo o futuro repetir o passado/ Eu vejo um museu de grandes novidades”. Foi nisso que eu pensei hoje pela manhã, enquanto assistia o telejornal, o jornalista, noticiando sobre a guerra prestes a começar na Coréia do Norte, disse que o cenário parecia um retorno ao passado de nações com governos comunistas e nazi-fascistas. Assim eram as nações que entraram na Segunda Guerra Mundial, foram anos de muito terror, mas também de grande avanço na ciência e tecnologia. Os teóricos alemães da Teoria Crítica da Comunicação acreditavam que a educação reflexiva é primordial ao homem e sem uma consciência sólida de suas origens um povo pode ser facilmente alienado pelos meios de comunicação. Creio que o conhecimento sobre sua própria história é o que constrói a identidade de um povo. Sobre isso, penso que o que falta ao brasileiro que queira transformar o seu mundo é conhecer suas origens e a de seu país. Quem sabe assim possamos evoluir sem que seja necessário haver guerras para humanidade repensar seu papel no universo. Afinal, refletindo ainda sobre a letra do inesquecível Cazuza constato que nada é tão novo que não seja parcialmente conhecido nem tão velho que não possa ser descoberto.

Ká Sant’Ana

Fim de semana de folga

15 fev
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Foto de despedida: Segunda-feira 11/02

O objetivo não era cair na folia do carnaval, era sim descansar e aproveitar os únicos dois dias de folga que Lilian, minha amiga de infância, conseguira para vir com seus pais e namorado visitar-nos.

Sábado, fim de tarde, estava voltando da padaria quando fui surpreendida com a presença dela descarregando a bagagem do carro na garagem. Fazia dois anos que não nos víamos pessoalmente, um abraço gostoso selou nosso reencontro, logo vieram Guilherme e os pais da Lilian cumprimentar-me. Finalmente conheci o Gui, namorado da Lí há quase dois anos. Um rapaz inteligente, observador, não é muito bom com piadas, mas é divertido em suas “sacadinhas”. Aproveitamos para colocar a conversa em dia, rir bastante, assistimos filme antes de dormir. No domingo já estava combinado, íamos à Barra Bonita interior de SP para passearmos de barco, pela eclusa, no rio Tietê. Antes do passeio pelo rio, Rubens, pai da Lilian, quis pescar e nós fomos às compras na feirinha de artesanato, ponto de encontro dos turistas. Próximo a feirinha estão quiosques de bebidas, lanches e doces. Por razão do carnaval a pequena cidade do interior estava razoavelmente lotada, porém, ainda era à tarde, cheia mesmo a cidadezinha ficaria a partir do início da noite quando os foliões se reuniriam para a festa.

Entramos no barco às 16h30min. Era uma embarcação razoavelmente grande, de dois andares com capacidade para duzentas pessoas. Antes da partida, a tripulação orientou os passageiros sobre como usar o colete salva vidas, caso fosse necessário. Seguimos rio adentro e, eu não pude deixar de notar a paz e calma que meus amigos paulistanos sentiam naquele momento. Guilherme parecia encantado com as águas limpas do rio Tietê, quando chegamos dentro da eclusa seu dom para engenharia falou mais alto e ele alternava as sessões de fotos românticas com a Lí para apreciar a engenharia pesada investida na construção da eclusa. Rubens e Lourdinha aproveitaram o passeio para relaxarem e fazer amizades. Ao final, saímos do barco e conhecemos Sérgio, filho do locutor e guia da embarcação. Em meio a conversa descobrimos que a nascente do rio Tietê fica em Salesópolis, para satisfazer a curiosidade do Guilherme. Sérgio nos contou que nesta época de feriadão nacional investem em um novo horário para os passeios pela eclusa, às quatro e meia da tarde, a fim de faturar um pouco mais, o trajeto marítimo costuma durar uma hora e meia, sem almoço. Também recebem visitas de grupos escolares e passeiam pelos museus da cidade.

Ao voltarmos para casa, por volta de umas sete da noite, apreciamos a comida gostosa da minha mãe, assistimos a um filme cristão emocionante, por que falava sobre a diferença das nossas escolhas na vida com Deus e sem Ele e da importância de sermos sempre íntegros.

Segunda-feira às 13h15min. Já era hora de dizer adeus, os compromissos da cidade grande aguardavam cada um deles. Tenho certeza que minha mãe e eu ficamos felizes com a visita de todos, afinal, quanto aos mais velhos, são quase quarenta anos de amizade bem cultivada e guardada por Deus. Lilian e eu faremos no dia 17 de abril, vinte e sete anos de uma amizade guardada a sete chaves no coração do Senhor. E, quanto à presença do Gui, foi um prazer conhecer um novo amigo. Desejo que nosso Pai Eterno sempre abençoe a história de amor de vocês.

Olhar contemplativo

29 jan

Contemplação. Estava pensando hoje sobre o olhar contemplativo do jornalista, ele deve ser carregado de sensibilidade e fatos relevantes à população. É a percepção do profissional que garante uma boa descrição do acontecimento para o leitor. Só mesmo um jornalista experiente na arte de contemplar preocuparia-se em memorizar um dado tão precioso para relatar um fato, como observou Marcelo Tas em seu texto “Gurizada fandangueira: boletim de ocorrência”, no blog do Tas

“…104 ligações não atendidas ficaram registradas no smartphone da garota que virou estatística do incêndio”. Na cobertura de uma tragédia como a ocorrida em Santa Maria – RS o jornalista é levado a exaustão ao apurar os fatos e ainda olhar em volta, o sofrimento, a histeria, sem deixar-se levar pela emoção do sentimento de impotência, informar é tudo que lhe resta neste momento, é a razão do seu trabalho. Escrever sem sensacionalismo, sem insensibilidade, com respeito ao leitor, à integridade de todos os envolvidos  não parece ser fácil. O olhar contemplativo, comovido e profissional, culminam na superação do desafio do jornalista em expor os fatos com solidariedade, clareza e sensibilidade.

“Aqui a dor de cada um é a dor de todos nós.”  Sandra Anenberg, hoje,  apresentando o JORNAL HOJE.

São Paulo de muitas paixões

25 jan

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Hoje minha cidade natal, São Paulo faz 459 anos. Que saudades dessa terra que eu amo. Toda notícia que leio presta homenagem a capital financeira do Brasil, nas redes sociais transbordam elogios daqueles que moram há anos em São Paulo ou estão longe como eu. Apesar de todos os transtornos cotidianos: muito trânsito; violência; agitação e, segundo o Censo de 2010 do IBGE, a cidade brasileira com o maior número de solitários…São Paulo é sem dúvida a “Capitú” de cada habitante, residente ou passageiro. Assim como a paixão de Dom Casmurro (Machado de Assis).

Sedutora por tudo que oferece: baladas para todos os gostos, diversos restaurantes com culinária mundial, eventos nacionais e internacionais a perder de vista. São Paulo é considerada capital cultural do Estado e, possui a Avenida Paulista, centro financeiro que atrai investidores de todo Brasil e do mundo. Terra onde se concentra diferentes culturas, povos de várias etnias habitam sem guerra entre si.

Porém, és traiçoeira: tem um alto índice de homicídios contra jovens rapazes de 15 a 29 anos (segundo o site NOSSA SÃO PAULO). A agitação profissional, os intermináveis engarrafamentos no trânsito, a poluição no ar, terra e rios não a desvalorizam, mas envolve cada vez mais todos que chegam para consumir e beber de suas fontes.

Uma cidade de muitas paixões, de desejos, realizações, que prospera o cidadão e também o mata, lentamente, sucumbido aos prazeres e riquezas. São Paulo tu és uma amante sem coração.

Ká Sant’Ana

Loucos e Santos

25 out

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.

Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.

A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.

Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.

Deles não quero resposta, quero meu avesso.

Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.Para isso, só sendo louco.

Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.

Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.

Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.

Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.

Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.

Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.

Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.

Não quero amigos adultos nem chatos.

Quero-os metade infância e outra metade velhice!

Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.

Tenho amigos para saber quem eu sou

Oscar Wide

Jornada Fotográfica, a beleza natural e arquitetônica de Botucatu

1 out

paisagem Caminho do Apiraí, Claudia Bassetto e Alexandre

A jornada fotográfica 2012, que aconteceu nesse último fim de semana em Botucatu, dias 29 e 30 de setembro. Foi marcada pela energia e entusiasmo da agente cultural Claudia Bassetto, a participação de fotógrafos profissionais do Cuesta Foto Clube e dos jipeiros da Cuesta, que foram para garantir a segurança na mata, dos trinta e quatro participantes, no primeiro dia de jornada. Um público heterogêneo, composto de estudantes, profissionais de várias áreas e aposentados apaixonados por fotografias. Durante o trajeto foi possível visitar a Igrejinha de Santo Antônio, o Caminho do Apiraí, Caminho Peabirú (para contemplar as belas três pedras), Serra da Bocaina, Usina Indiana, Morro do Perú e o Sítio Boa Vista. Foram 12 horas fotografando. Domingo, 30, no segundo dia de jornada os vinte e quatro participantes foram conhecer a arquitetura e história administrativa e religiosa da cidade, com as presenças dos palestrantes: a  Dra. em Belas Artes Maria Amélia Piza e o historiador Antônio Carlos Figueroa. O passeio fotográfico visitou a Catedral, o antigo Seminário de Padres, a Capela do Santíssimo, as fachadas da Santa Casa de Misericórdia, Caridade Portuguesa e o antigo Fórum, ícones da história botucatuense.

Animação no ônibus, Acássio e os jipeiros

Os dois dias de jornada fotográfica contaram com um tempo agradável de sol brilhante, calor durante o dia e um céu azul maravilhoso. O pessoal  esteve animado durante todo o trajeto, nem o imprevisto de dois pneus furados ao chegar ao caminho do Apiraí desanimou a galera, que aproveitou a ocasião para fotografar a paisagem de montanhas verdes exuberantes, e ainda ouvir dicas de técnicas fotográficas dadas por Alexandre, fotógrafo profissional com experiência de dez anos, que durante todo passeio esteve disposto a auxiliar os participantes. Na hora do almoço, foi feita uma parada no sítio Boa vista, o lugar honra o nome que tem. A recepção ficou por conta de Acássio, um jovem de aproximadamente vinte anos, estudante de um curso de turismo rural, apresentou as aves silvestres do sítio com muita simpatia e desenvoltura.

Dra. Maria Amélia Piza, Sr. Figueroa e o belo Por-do-sol (que fechou nosso sábado).

A essa altura a turma do passeio já estava integrada e foi passada uma lista, elaborada espontaneamente, para quem quisesse deixar os contatos para futuros passeios. Dentro do ônibus a animação continuava. A organizadora Claudia Bassetto propôs uma brincadeirinha de apresentação, para que os participantes dissessem por que decidiram se inscrever na Jornada Fotográfica e ao longo do passeio fui ouvindo e observando declarações espontâneas:

Para o biólogo, recém chegado à cidade há apenas um mês. É uma boa oportunidade de conhecer a cidade e as pessoas. Diz Fábio Henrique Fernandes.

Marcela Fernanda, pedagoga, em tom tímido me contou que adora esses passeios pela natureza.

“Eu tenho espírito aventureiro, só não me aventuro”.

Já para Cristina Aparecida Silva, procuradora de justiça, fazer esses passeios promovidos pela cidade é um prazer. E ela sempre que pode passa na Secretaria de Cultura para pegar um novo folheto com a programação do mês.

Regiane Souza ficou encantada com o passeio e por gostar tanto de fotografar se entusiasmou com os lugares que pode visitar.

As 12 horas e 48 minutos de domingo a jornada chegou ao fim, quem ficou até os últimos momentos recebeu certificado da Jornada Fotográfica 2012 . Com o apoio da Prefeitura de Botucatu, Secretaria de Cultura, Secretaria de Educação, Secretaria de Turismo e Instituto Brasileiro de Museus – IBRAM .